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terça-feira, 5 de julho de 2011

A importância do omega-3 para a prevenção ao Alzheimer


Cientistas e doutores americanos vêm pesquisando o consumo do ácido docosahexanóico ( DHA) ou ômega-3 na prevenção de DA, por sua ação na redução das placas de amiloide, que são danosas ao cérebro.
O DHA é um ácido graxo essencial, isso significa que deve ser adquirido através da alimentação, já que o corpo não é capaz de sintetiza-lo. É facilmente encontrado em peixes de água fria, soja e nozes, por exemplo,  e cientistas tem frequentemente associado dietas ricas em óleo de peixe com baixos índices de Alzheimer e associado com o DHA. Por esses alimentos serem facilmente encontrados em supermercados, é considerada uma forma acessível de tratamento preventivo a doença. E, com medo da contaminação por mercúrio nos mares ( que pode afetar os peixes de água fria), a suplementação de ADH purificada é muito difundida.
Entretanto, estudos recentes publicados no Journal of the American Medical Association  no final de 2010, porém não atribui nenhum benefício aparente do ADH no combate ao Alzheimer.
Foram realizados ensaios clínicos em que foram usados em pacientes com DA em estágio leve e moderado a suplementação de ADH e o efeito placebo por 18 meses, para verificar se pacientes que realmente receberam o ômega-3 teriam alguma diferença na taxa de declínio cognitivo. Os resultados não mostraram que não há nenhuma relação no consumo de ADH e a lentidão no processo de desenvolvimento da doença.
Os pesquisadores não descartam o consumo de ADH na prevenção da doença e também relatam que os pacientes do estudo, sem um alelo da apolipoproteína E, aqueles atribuídos a DHA ao invés do placebo, tiveram menos declínio em comparação com aqueles que receberam placebo.

Por Thamires Marinho, 
Acadêmica de Nutrição pela Universidade de Brasília

Referencias:
 - Artigo sobre os benefícios do ômega 3 - acessado em 05/07/11, em português


sábado, 25 de junho de 2011

Prever o alzheimer, será possível?



Segue a reportagem de Julie Steenhunyzen, do dia 22 de junho de 2011, intitulada 
Novo exame pode prever Alzheimer:


"CHICAGO (Reuters) - Um novo método para diagnosticar indícios do mal de Alzheimer no fluido espinhal pode ajudar a identificar com maior precisão casos em que uma leve perda da memória pode evoluir para a demência total, segundo um estudo divulgado na quarta-feira pela revista Neurology.
"A possibilidade de identificar quem vai desenvolver o mal de Alzheimer bem no começo do processo será crucial no futuro", disse Robert Perneczky, da Universidade Técnica de Munique (Alemanha), que comandou o estudo.
"Quando tivermos tratamentos que possam prevenir o mal de Alzheimer, poderemos começar a tratá-lo muito precocemente, e possivelmente prevenir a perda de memória e de capacidade de pensamento que ocorre com essa devastadora doença."
Os atuais exames do Alzheimer no fluido espinhal avaliam desequilíbrios em duas proteínas: a beta-amiloide, que forma placas pegajosas no cérebro, e a tau, que é considerada um marcador de danos nas células cerebrais.
Vítimas do Alzheimer tendem a ter níveis reduzidos da beta-amiloide e níveis elevados da proteína tau no fluido espinhal, e médicos costumam examinar isso para confirmar se casos de demência são causados pelo Alzheimer.
No estudo, Perneczky e seus colegas procuraram vestígios de um componente importante da beta-proteína amiloide, chamado proteína precursora amiloide (APP, na sigla em inglês).
"Se você está cortando um biscoito, (a APP) é a massa em torno do biscoito que fica para trás", disse Marc Gordon, pesquisador do Alzheimer no Instituto Feinstein de Pesquisas Médicas, em Manhasset, Nova York. "É isso que eles estão mensurando aqui", disse Gordon, que não participou do trabalho.
Os pesquisadores coletaram o fluido espinhal de 58 pessoas com ligeiros problemas de memória, condição que muitas vezes evolui para o Alzheimer.
Após três anos, 21 pacientes haviam desenvolvido a doença, 27 mantinham a dificuldade cognitiva leve, 8 haviam regredido à capacidade cognitiva normal, e 2 haviam desenvolvido uma doença chamada demência frontotemporal, o que as excluiu do estudo.
A pesquisa mostrou que pessoas que evoluíam para o Alzheimer tinham no fluido espinhal, em comparação aos pacientes que não desenvolveram a doença, níveis significativamente maiores desse vestígio da APP, chamado precursor da beta-proteína amiloide.
Em combinação com outros biomarcadores, como a presença da tau e a idade do paciente, o exame tinha uma precisão em torno de 80 por cento ao prever quem iria desenvolver a doença.
Os cientistas descobriram também que a forma da beta-amiloide geralmente usada nos exames não é tão eficaz para prever quais pacientes com deficiências leves irão evoluir para a demência.
O mal de Alzheimer é fatal e não tem cura, mas laboratórios vêm tentando desenvolver formas de evitar sua progressão, e por isso no futuro os novos exames poderão ser necessários, segundo Gordon."
Segue o link da repotagem
Postado por Thamires Marinho