Mostrando postagens com marcador Mateus Cambuí. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mateus Cambuí. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Terapia Genética e o Alzheimer



Pesquisadores americanos divulgaram recentemente através da publicação de um artigo na revista Nature, um estudo promissor relacionado ao Mal de Alzheimer. Uma característica amplamente observada em pacientes acometidos pela doença é a formação de placas de uma proteína insolúvel chamada beta amilóide A/4 (que é resultado da degeneração da proteína amilóide), que impede a transmissão do impulso nervoso e trás a morte dos neurônios por ela afetados. Os motivos desta degeneração ainda permanecem obscuros, mas já foram encontrados vários genes relacionados com a degeneração anormal da amilóide, a formação desta placa pode causar a má-formação dos microtúbulos neurais ou novelos neurofibrilares o que causa a morte dos neurônios.

O estudo baseou-se em uma característica peculiar da amilóide, a suposta capacidade de se ligar ao neurotransmissor EphB2 e , a partir desta ligação, diminuir a quantidade desta substância livre no organismo dificultando seu acúmulo. Para testar a hipótese, a terapia gênica foi realizada tanto para aumentar quanto para diminuir a quantidade de EphB2 em ratos de laboratório; com a redução, os ratos apresentaram perdas de memória de forma semelhante à perda causada pelo Mal de Alzheimer. Já com a terapia gênica de aumento, os sintomas de perda de memória desapareceram.
A líder do estudo, Lennart Mucke afirmou que o uso de EphB2 através de drogas pode trazer benefícios, porém mais estudos ainda precisam ser realizados e o estudo, apesar de promissor, não oferece resposta rápida aos pacientes com Alzheimer e não pode ser visto como um tratamento ainda.
Fonte de apoio: http://www.bbc.co.uk/

Postado por Mateus Cambuí

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O Mal de Alzheimer






O Mal de Alzheimer é uma neuropatologia relativamente rara, é mais recorrente em indivíduos de idade mais avançada, mas pode ser observada, em alguns casos, a partir dos 40 anos. Os sintomas mais comumente observados são: perda gradual da memória (principalmente a mais recente), dificuldade no aprendizado, diminuição do senso crítico, desorientação têmporo-espacial e consequente mudança na personalidade.
Bem, isso são os parâmetros gerais e superficiais da doença. Eu convivi com o Alzheimer e senti cada um desses sintomas surgirem em uma das pessoas que eu mais amei na vida, a minha avó. Nossa família começou a notar que havia algo errado quando ela esqueceu o aniversário da minha mãe, a partir daí uma série de acontecimentos corriqueiros foram acontecendo, nomes eram trocados, consultas eram esquecidas, até que ela parou de tomar os remédios corretamente. Minha avó que sempre foi extremamente independente parecia estar se tornando uma criança, ela esquecia que havia acabado de comer, o que era um problema sério já que ela era diabética, ela caminhava e esquecia que havia caminhado, passou a comer doces escondida, fugia de casa e não sabia como voltar, perdia a paciência com as pessoas na rua e as agredia, às vezes parecia estar em outra época, acabamos por contratar alguém pra trabalhar na casa dela, pois ela não aceitava a idéia de se mudar para nossa casa. Vale à pena salientar que havia, também, muitos momentos de lucidez e que mesmo enquanto estava perdida na doença, o carinho pela família permanecia inabalado e mesmo com a doença ela foi fonte de alegria para nós por vários anos.
O Mal de Alzheimer não tem cura, mas com o tratamento adequado é possível retardar a progressão da doença, existem casos onde a pessoa torna-se completamente dependente em pouco tempo, nós corremos atrás de todo tipo de tratamento disponível e a doença progrediu mais lentamente, minha avó faleceu uns seis anos após os primeiros sinais aparecerem, ela ainda estava bem lúcida e a morte dela ocorreu devido à uma parada cardiorrespiratória sem nenhuma relação com o Mal de Alzheimer.
Nós queremos, através deste blog, compartilhar nossas histórias relacionando-as com os fenômenos bioquímicos e fisiológicos relacionados à doença e suas consequências.

Fonte de referência: http://www.alzheimermed.com.br/

Postado por Mateus Cambuí