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domingo, 26 de junho de 2011

Novos Critérios Diagnósticos e Diretrizes para a doença de Alzheimer

A Associação Americana do Alzheimer em parceria com o Instituto Nacional do Envelhecimento dos Estados Unidos lançou no último mês de abril novas diretrizes para diagnóstico da doença.


Essas diretrizes resultam do trabalho, iniciado há cerca de dois anos, de mais de 40 pesquisadores de Alzheimer e de médicos de todo o mundo que decidiram revisar, com profundidade, as diretrizes até então utilizadas e decidiram incorporar os avanços obtidos nas pesquisas ao longo das três últimas décadas.

Agora, o Alzheimer será identificado como uma sucessão de estágios: a doença em si, com sintomas evidentes; o comprometimento cognitivo leve com sintomas brandos e o estágio pré-clínico, quando os sintomas são inexistentes, mas já ocorrem alterações cerebrais identificáveis.

As novas diretrizes incorporam o uso dos chamados biomarcadores – como o nível de determinadas proteínas presentes no sangue ou no líquido da medula – para realizar o diagnóstico e avaliação da doença, neste caso, para uso quase que exclusivamente de pesquisadores.



Fonte: http://www.alz.org





Postado por Gustavo Paes B. M. Martins

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Medicamento para doença da vaca louca pode ajudar na prevenção do Alzheimer

De acordo com pesquisa publicada no periódico científico Nature Comunications, dois anticorpos presentes na droga, em teste, para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) - doença da vaca louca - podem significar também um avanço importante no tratamento do Alzheimer. Estes conseguem evitar que as células cerebrais sejam danificadas, uma das causas mais comuns da demência.
Segundo o achado da equipe da Universidade de Dublin, os anticorpos ICS-18 e ICSM-35, presentes na medicação, ajudam a preservar o funcionamento do cérebro e a prevenir a perda de memória, sintoma característico do Alzheimer.
O coordenador da pesquisa, John Collinge, diz que se for provado que esses anticorpos são seguros no tratamento da DCJ, os testes humanos poderão ter início também para o Alzheimer.
Por sua vez, Dominic M. Walsh, coautor do estudo, relata que o uso desses dois anticorpos em humano já passaram pelos testes clínicos exigidos, mas para o tratamento de outras doenças. De acordo com ele o próximo passo é validar seu uso para o Alzheimer e, em seguida, começar os testes clínicos em humanos.

Postado por Gustavo Paes B. M. Martins

Nanotecnologia na contenção da Doença de Alzheimer

 Pesquisador da Universidade de Michigan, Nicholas Kotov, mostra que nanopartículas conseguem agir de forma eficiente contra a perda de conexão entre neurônios e a atrofia cerebral


Nicholas Kotov

Por possuírem dimensões iguais ou menores do que cem nanômetros - um fio de cabelo tem trinta a cem mil nanômetros -, nanopartículas  são capazes de atuar de diferentes maneiras conforme sua composição, tamanho e formato. Podem chegar a lugares onde outras drogas não conseguem e exibir interessantes propriedades para o estudo dos mundos macro e microscópico. Seguindo esta corrente, pesquisadores da Universidade de Michigan, nos EUA, mostram que elas também podem ser uma arma potente contra a doença de Alzheimer.  
Um dos sintomas da doença, neurodegenerativa, é o acúmulo de placas formadas por proteínas beta-amiloide, que se instalam a partir do tronco cerebral em regiões associadas à memória. Este acúmulo leva à perda de conexão entre neurônios e à atrofia cerebral.
A maior parte das terapias para a doença se baseia em drogas que conseguem se ligar a estas proteínas "tóxicas", inibindo sua atividade e, como consequência, desacelerando a progressão da doença. 
De acordo com o engenheiro químico Nicholas Kotov, professor da Universidade de Michigan os nanotetraedros, no entanto, podem ser mais úteis. Compostos tridimensionais inorgânicos com formato de pirâmide podem se ligar às proteínas amiloides, que formam a placa no cérebro, afetando sua estrutura. Logo o emaranhado de placas atrapalha a comunicação entre as células nervosas, os neurônios, não pode mais aumentar.
A grande vantagem desta técnica é que nanotetraedros podem tornar o tratamento muito mais potente, pois podem abarcar ao menos cem proteínas que compõem o aglomerado, enquanto que um medicamento convencional contra o Alzheimer atua sobre proteínas individuais.
Na pesquisa, os cientistas usaram o telureto de cádmio. O cádmio é um elemento tóxico ao ser humano. Uma vez que nanopartículas circulam pela corrente sanguínea, o cádmio pode penetrar membranas do corpo e contaminar, por exemplo, o cérebro ou os pulmões. 
Postado por Gustavo Paes B. M. Martins